O cientista inglês James Lovelock é o autor da obra Hipótese Gaia. É renomado entre a classe científica, acíduo contribuinte em áreas distintas do conhecimento, sendo impossível classificá-lo em uma única especialidade. Também é um dos mais controvertidos, faz sucesso entre os ambientalistas, mas criticado pelos cientistas. Essa teoria foi desenvolvida nos anos 60, quando ainda trabalhava para a NASA, retratando que a Terra é um organismo com capacidade de manter-se saudável e comprometido com todas as formas de vida, e não somente com o homem.
Lovelock inventou o aparelho que permite a detecção do acúmulo de pesticidas DDT em seres vivos, a razão da suspensão do uso dessa substância. O aparelho ajudou a identificar o CFC, o gás dos aerossóis, responsável pela destruição da camada de ozônio, resultando na sua proibição.
Em seu livro, A Vingança de Gaia, Lovelock alerta que o equilíbrio natural já foi rompido pelo aquecimento global, pois já passamos do ponto sem volta há muito tempo. A maioria das pessoas só estão percebendo os efeitos visíveis da mudança climática agora. O piór é que a estimativa relatada no livro é de que antes do meio do século, já será insuportável, mais ou menos no ano de 2040. Por modelos matemáticos, descobriu que o clima está a ponto de fazer um salto abrupto para um novo estágio de aquecimento. Normalmente essas mudanças geológicas levam milhares de anos para acontecer, mas as transformações atuais estão acontecendo em intervalos de poucos anos. Enquanto as pessoas se enganam pensando que podemos evitar o fenômeno apenas reduzindo a queima de combustíveis fósseis, o maior vilão está à solta. Sim, a culpa do nosso mundo estar assim hoje, e piorando a cada dia, é devido a nossa ganância por hambúrgueres, churrascos e derivados. Carnes de todo o tipo, e você fica pensando qual a culpa das vaquinhas... Bem, o caso é que enquanto existem fábricas soltando suas fumaças, desmatamentos gerando grandes clareiras, gases combustíveis sendo queimados a todo momento e tantas outras coisas que contribuem para os grandes buracos na camada de ozônio, os produtores dessas indefesas vaquinhas precisam desbravar e desmatar mais e mais espaços, mais e mais florestas, para servir de pastos a elas. Gente, pensem bem, somos 6 bilhões de habitantes nesse planeta, quantas vacas são necessárias para gerar o mercado frigorífico? E não é somente isso, as áreas de cultivação de plantas e outros alimentos, em principal, plantações de cana-de-açúcar, sim, muitas pessoas pensam que o álcool combustível é melhor que a gasolina, mas se for pensar no caso de as plantações serem enormes, de que para colher a cana é necessária uma queimada cruel ao ambiente, veremos que na verdade, não tem nada de bom... As áreas de cultivo e criação de gado ocupam o lugar da cobertura florestal que antes tinha a tarefa de regular o clima, mantendo a Terra em uma temperatura confortável.
A atmosfera não é inerte. Apesar de muitos cientistas a estudarem com se fosse, crentes de que o aquecimento é proporcional à quantidade de gás carbônico jogada na atmosfera. Seus estudos revelam um aumento de 2 graus na temperatura da Terra até o fim dessde século, mas a realidade é bem mais complexa. Como os seres vivos reagem às mudanças e as amplificam, as previsões são de que na realidade, a temperatura da Terra aumente 6 graus até o fim do século
Segundo a teoria do Sistema Gaia, todos os organismos agindo em conjunto formam um sistema ativo cujo objetivo é manter a Terra habitável. Nos oceanos existem algumas algas que utilizam o carbono para seu crescimento e liberam outros gases que formam nuvens sobre a atmosfera que ajudam a defletir os raios do sol. Sem elas a Terra seria mais quemte e mais seca. Mas essas algas estão morrendo devido ao aumento da temperatura dos oceanos. Esse é um exemplo do Sistema Gaia sendo rompido.
Até o fim do século, certamente cerca de 80% da população humana desapareça. Os 20% restantes devem dividir-se entre o Ártico e poucos oáses em outros continentes que a temperatura seja mais baixa e exista um pouco de chuva. Na América latina, só os Andes serão aproveitados. O Japão, a Noruega e a Suécia provavelmente serão habitáveis. As demais regiões, incluindo o Brasil, serão tão quentes e secas, que não poderiam ser habitadas. O maior ploblema que teremos até chegar a esse extremo, é a guerra. Um exemplo prático é a China, país com maior população no mundo, logo que ficar inabitável, os moradores vão migrar para a Rússia, pois há espaço para essas pessoas na Sibéria, mas acham mesmo que essa migração acontecerá pacificamente???
A Terra já passou por uma situação parecida há 55 milhões de anos atrás. Aconteceu uma acidental emissão de dióxido de carbono tão grande quanto a que estamos produzindo hoje. A temperatura subiu 8 graus nas regiões temperadas e 5 graus nos trópicos. Os seres vivos foram para os pólos, e ficaram por lá durante milhares de centenas de anos, até a temperatura começar a cair, então voltaram a migrar. Isso significa que o Sistema Gaia não está ameaçado, e sim que levará em média 200.000 anos para voltar a ser como é, mas para nós humanos isso é muito tempo.
Existe uma única saída para ganharmos tempo, é simplesmente substituírmos as hidrelétricas e termoelétricas por usinas nucleares. O gás carbônico vai nos matar gente, não vamos fazer nada a respeito? Existe um medo a cerca do assunto, por causa do mito de chernobyl em 1986, mas saibam que a ONU enviou três cientistas lá para ver quantas pessoas realmente morreram devido ao acidente, e a resposta é 56 no máximo. Foi o tipo de acidente que só podia acontecer nos velhos tempos da União Soviética, onde as usinas eram administradas irresponsávelmente.
As estatísticas não mentem, usinas nucleares produzem energia com mais segurança que qualquer outra indústria energética. Sem contar na vantagem ao meio ambiente, pois é muito mais fácil see livrar de lixo atômico do que de gás carbônico. Acompanhem o raciocínio, 100 gramas de urânio equivalem a 200 toneladas de carvão, em termos de energia gerada. Com 100 gramas de urânio não se produz mais que 100 gramas de lixo atômico, enquanto a queima de 200 toneladas de carvão gera 600 toneladas de resíduos. Não são óbvias as diferenças e as vantagens??? Não podemos esquecer também de um detalhe importante, os cientistas devem um pedido de desculpas e boas explicações à sociedade, há alguns anos foi anunciado ue o bicombust´vel era a melhor saída para o planeta. Hoje vimos que não ajudou em nada, a saída é mesmo usar energia nuclear, produzir hidrogênio como combustível para os carros e pronto.
A idéia de construir um escudo solar em órbita para devolver ao espaço os raios solares não é ruim, o escudo ficaria entre o Sol e a Terra poderia desviar 3% dos raios solares, reduzindo o calor na atmosfera. Uma medida relativamente rápida de implantar, custaria menos que a Estação Espacial Internacional, mas não seria a solução, somente mais uma ajuda para adiar o inevitável.
Os brasileiros não precisam carregar o peso todo nas costas, pois não é somente o desmatamento da Amazônia que causou todo esse desastre ecológico. O sudeste da Ásia está sofrendo uma destruição comparável a da Amazônia. A indonésia tem provocado tanto dano às florestas quanto o Brasil. Pesquisas revelam que a Indonésia produz 40% do g´s carbônico produzido no mundo em um ano.
Gente, é uma pena, na verdade um absurdo, que a comunidade científica tenha perdido tanto tempo cuidando da destruição da camada de ozônio, e não perceberam que o problema maior é o aquecimento global. Os produtos que causavam buracos na camada de ozônio poderiam ser substituídos por outros inofensivos. somente em uma convenção em Amsterdâ, na Holanda, em 2001, os pesquisadores concordaram que o aquecimento é um fenômeno global. Claro que não foi de propósito né galera, fala sério, quem é que quer morrer tostado... heheheheheheheheh
Texto baseado na entrevista de James Lovelock à revista Veja de 25 de setembro de 2006, com várias observações e opiniões pessoais decorridas ao longo do texto.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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interessantissimo...
ResponderExcluirinteressantissimo...
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